A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) protocolou uma denúncia contra o Atlético-MG em decorrência dos incidentes ocorridos na final da Copa do Brasil, realizada na Arena MRV. O documento, composto por 21 páginas, inclui seis acusações distintas contra o clube, que podem acarretar na perda de até 10 mandos de campo e em uma multa no valor de R$ 1,2 milhão.
Entre as acusações estão arremessos de objetos no gramado, invasão e tentativa de invasão, utilização de lasers contra o goleiro adversário e cânticos homofóbicos proferidos pela torcida. Adicionalmente, o lateral Saravia foi denunciado por sua expulsão no desfecho da partida.
O Atlético-MG está sendo enquadrado nos artigos 213 (incisos I, II e III e §1º), 211 e 243-G, §2º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Dentre as sanções previstas estão multas de até R$ 100 mil por infração, perda de mando de campo e interdição do estádio.
A assessoria do clube informou que, em colaboração com as autoridades de segurança de Minas Gerais, identificou mais de 20 envolvidos nos acontecimentos. Outros suspeitos ainda estão sendo identificados.
O governo estadual também anunciou a detenção de um dos suspeitos de atirar uma bomba que causou ferimentos ao fotógrafo Nuremberg José Maria, de 67 anos. O indivíduo preso será acusado de tentativa de homicídio.
Nesta quarta-feira (20), o Atlético-MG enfrentará o Botafogo, às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Independência, em jogo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Caso o recurso contra a interdição da Arena MRV não seja bem-sucedido, o time terá que disputar seus dois últimos jogos como mandante – contra Juventude e Athletico-PR – no estádio do Horto.
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